segunda-feira, 31 de outubro de 2011

FREGUESIA DE QUINTIÃES



NORTE                       NORTE

REGIÃO      CAVADO

DISTRITO         BRAGA

CIDADE           BARCELOS


FREGUESIA        QUINTIÃES



Brasão 
Escudo de azul, árvore de ouro, arrancada do mesmo; em ponta, roda de azenha de prata e, em orla, sete cruzetas de ouro. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco com a legenda a negro: “ QUINTIÃES “.



Bandeira – 
De amarelo, cordões e borlas de ouro e azul. Haste e lança de ouro


Localização Geográfica

Situada na bacia orográfica do Neiva e na encosta Nordeste do Monte de Arefe, é banhada pelos ribeiros de Laje e Real que aqui nascem; dista cerca de 10 Km da cidade de Barcelos e é circundada por Aguiar (a Norte); Aborim (a Nascente), Carapeços (a Sul) e Fragoso (a Poente).
Lugares (21); Agrela; Amaral, Barra; Besteiros; Cabana; Cachada; Carreira Cova; Colaço; Eira Vedra; Friofe; Gândara; Igreja; Maceiro;  Moinho Vedro; Monte; Outeiro; Pedregal; Pousada; Rodo; Santa Marinha e Silveiros.

A floresta é constituída maioritariamente por eucaliptos, pinheiros Bravos,e minoritariamente por Sobreiro, Carvalho e Castanheiros. A floresta primitiva era maioritariamente composta pelas árvores que agora estão em minoria, de facto o eucalipto assumiu uma presença omnipresente na floresta de Quintiães e é de facto uma árvore invasiva, alterando significativamente a biodiversidade da zona. 
 Existem arbustos de pequeno porte, como a mimosa e giesta. Quanto as plantas rasteiras, temos os fetos, o mato e a silva.


 A fauna e a sua bio diversidade esta ameaçada devido a exploração excessiva do homem nos recursos da zona, é de destacar: Porco-Espinhos,Lebre, Raposas,esquilo-vermelho e etc.
 Existem repteis, como a lagartixa-ibérica, Lagartos, e algumas Cobras do 'Norte de Portugal, que são venenosas, mas não acostumam atacar os seres humanos, excepto se se sentir ameaçada.
A floresta de Quintiães sofreu em Junho de 2006;um forte incêndio que afectou a maior parte da floresta da freguesia, sendo que a esta recupera pouco a pouco do desastre ecológico.


História

Habitat preferencial de muitos povos antigos que aqui deixaram vestígios de um povoado da Idade do Ferro e de uma vila romana, De Sancta Maria de Quintiães (inquirições de 1220) foi vigararia do Convento de Carvoeiro que aqui recolhia os seus foros numas casas junto ao adro que ainda hoje são conhecidas por "casas da renda". A sua primitiva igreja esteve há muitos séculos no lugar de Besteiros, foi depois transferida para o lugar do Assento e, em meados do séc. XVIII, quando Quintiães contava com a presença de 104 fogos, sofreu grande reforma o que valorizou ainda mais a sua bela fachada em granito estilo renascença. 
Mas, para além da igreja, Quintiães revela ainda outros exemplos não menos interessantes: a Capela de S. Salvador (hoje do Coração de Jesus) que foi do Solar dos Barbosas de Aborim, os cruzeiros paroquial (1575) e do adro (1756) e muitos outros monumentos, entre os quais alguns erigidos em razão de assinalar os medos que mais faziam a população recorrer à fé. Referimo-nos, por exemplo, à Capela de S.Sebastião, levantada no ano da grande peste (1559), a qual assolou todo o país numa altura (séc. XVI) em que Quintiães contava apenas com 62 moradores, talvez pelos efeitos daqueles males. Porém no século XVII já não haveria notícia de grandes desgraças pelo que a população cresceu em Quintiães para as 120 pessoas e atingiu, já no século passado, quase um milhar de almas.



A Etnologia na freguesia de Quintiães, encontra-se em declínio como qualquer aldeia do litoral , a tradicional cultura campestre sofreu mutações, devido aos avanços tecnológicos e a globalização.Assim que os acessos melhoraram e o poder de compra permitiu a compra de um veículo próprio, os habitantes deixaram de trabalhar exclusivamente na agricultura para trabalhar em fabricas, sobretudo as mulheres, que passaram de uma fase de "Mulher da Casa" para o mundo da emancipação.
Continua ainda a existir uma economia de subsistência mas mais enfraquecida, os preços baixos dos alimentos tornou obsoleto o cultivo próprio.
Antigamente produziam-se os utensílios diários, a roupa, ferramentas e etc, só existindo a troca ou a venda de produtos na feira semanal na sede do concelho (Barcelos), distante a uns 13 quilómetros, sendo percorridos na maioria das vezes a pé. O comboio, embora já operacional nos fins do século XIX, a viagem para Barcelos ainda era muito dispendiosa durante as década de 40 e 50 do século passado.
Alem das quintas existentes em Quintiães que se dedicavam exclusivamente à lavoura, empregando jornaleiros, existiam os pequenos proprietários que possuíam terras e uma casa razoavelmente digna de habitar construída maioritariamente em pedra, abundante na freguesia, sendo o piso de soalho (madeira)e o telhado revestido de telha portuguesa
Os vestuários eram produzidos com fios de linho, em teares manuais, o vestuário produzido incluía mantas, calças, camisas e etc.As camisolas eram de lá. O linho era cultivado intensivamente e proporcionava bons lençóis no verão, eram de facto muito frescos.


No ribeiro de Sarnados

Moinho de Teresa Fernandes do Vale, da Barra, no Lugar de Sarnados. Tinha roda interior de rodízio e caleira ou cubo de água em pedra ou madeira;
Azenha, junto a fonte de Sarnados, entre as duas poças. Propriedade dos irmãos António e Rosa Marques Coutinho. Esta em ruína acentuada e o reservatório recentemente construído veio a degradar mais a azenha;
Moinho de Manuel da Barra, trinta metros abaixo da azenha anterior. Era de Rodízio e com utilização familiar, esta recuperado;
Azenha dos Lazeiras, de uso particular e público mediante maquia. A roda copeira exterior era grande, de uns quatro ou cinco metros de diâmetro. Pertencia a Joaquim Sousa de Jesus e Esposa Isabel Marques Coutinho, cujo filho Alípio Coutinho emigrante na Argentina dotou esta azenha de um motor de combustão interna, suprindo de este modo a falta de água no verão, encontra-se em razoável estado de conservação;
Azenha da Cabana cem metros abaixo da anterior. Foi alugada e explorada por Joaquim Lazeira que vivia da moagem a tempo inteiro. Este moleiro administrava quatro azenhas: duas arrendadas a casa da Cabana e duas dele próprio. Chamavam-lhe azenha do tinta, do Sousa, a de cima e a do meio; Azenha dos Sousas, da casa da Fontainha. Tinha roda copeira de grande diâmetro e copos muito densos. Esta em ruínas;
Azenha do Madanelo ou Cabana, para uso particular; Azenha da Casa de Fate, que é a ultima,a roda exterior era de diâmetro reduzido e de copos grandes, mas com engrenagem especial na roda de carrinho;
Moinho de Joaquim Felix Machado e esposa Rosa, alimentado com água de Sarnados. Foi vendido a casa de Fontesecas. Situava-se no Lugar da Barra ou Monte;
Moinho de Joaquim Lazeira, no Lugar do Monte. Era de tracção animal. Geralmente um burro. A roda que o burro, ou a junta de bois, movia era enorme diâmetro, de tal maneira que uma só volta do animal, por engrenagem, produzia trinta e seis rotações da mó.



Património



                           Capela de São Frutuoso.

                               Igreja Paroquial
                                  Cruzeiros (5)
                       Capela de Santa Marinha
                               Casa dos Assentos





Gastronomia
Bacalhau

Ingredientes:

4 postas medias de bacalhau já demolhado
azeite q.b
sal
polpa de tomate
1 folha de louro
alho
piri-piri
1kg de batatas + ou –
3 cebolas grandes
pickles
azeitonas
(pimentos vermelhos ou de outra cor também pode se usar quem gostar)

Como Fazer:

1.   primeiro frita-se o bacalhau e depois reserva-se,
2.   corta-se as batatas em rodelas e frita-se e também se reserva.
3.   Põe-se um tacho ao lume com azeite a cobrir bem o fundo do tacho depois a cebola cortada as rodelas grossas, alho, louro, sal,piri-piri e a polpa de tomate e deixa-se refogar um pouco.
4.   Quando o refogado estiver pronto, põe-se o bacalhau num pirex ou travessa de barro
5.   no meio do pirex deita-se as batatas fritas ás rodelas em volta do bacalhau
depois rega-se com o refogado e enfeita-se com azeitonas e pickles.

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